Filtragem do aquário - Sistemas de Filtragem



Vamos falar um pouco sobre sistemas de filtragem, o coração de todo aquário, ainda mais importante quando falamos de peixes jumbo.

A evolução que houve nos últimos 20 anos foi impressionante, quando comecei no aquarismo era raro ver um peixe sobreviver mais que 5 anos em aquário, hoje conseguimos que nossos peixes tenham uma vida plena, morrendo de velhice naturalmente. Isso principalmente devido a boa qualidade de água que obtemos com a filtragem.

Acho que todo o aquarista busca a chamada água perfeita, aquela totalmente cristalina, sem partículas em suspensão, mas vale a pena dizer que, nem sempre água cristalina é garantia de água boa, nunca devemos descuidar da medição dos parâmetros, amônia pode se esconder em água cristalina e principalmente o pH deve ser verificado semanalmente. Da mesma forma uma água verde não significa que ela seja ruim para os peixes, é feia mas nem sempre indica parâmetros ruins.

Especialmente em aquários de jumbos e lotados é muito difícil, manter parâmetros zerados, meu aquário mesmo nunca apresentou, minha amônia tóxica é sempre muito baixa, bem longe de valores que poderiam causar danos aos peixes, vejam por minhas arraias, algumas aqui comigo há quase 3 anos, então, não se desesperem com índices baixos, o importante é sempre a estabilidade do sistema.

Vou falar aqui dos três tipos de filtragem, mecânica, química e biológica, sua importância e técnicas para montagem. Não vou explicar o ciclo do nitrogênio, uma vez que isso pode ser facilmente encontrado no Google e o amigo Edmar postou recentemente um artigo bem explicativo sobre isso.

Tipos de filtragem:


Como já disse, são três tipos, um bom sistema tem todos eles interligados, cada um tem sua importância e sua função específica, algumas coisas modem ser mudadas ou adaptadas, mas, todas tem que estar presentes. São elas:

Mecânica: 

Sua função é retirar partículas em suspensão da água, sejam restos de alimento ou fezes dos peixes. É um passo muito importante, tudo o que existe de orgânico no aquário, ao se decompor, se transforma em amônia, se retirarmos esse material do aquário antes que se decomponha, vamos evitar uma sobrecarga de todo o sistema.

Devem ser a primeira fase da filtragem, logo no início do sistema.

Normalmente se utiliza um material conhecido como perlon, uma manta acrílica que tem diversos usos, como estofamento de sofás, poltronas, roupas e bichos de pelúcia. Mais recentemente surgiram as placas de espuma, com porosidade diferente para capturar partículas de tamanhos diferentes e sacos de pano chamados de “shark bags”, particularmente não acho tão interessantes esses sacos para jumbos porque saturam muito rápido devido a grande quantidade de sujeira que esses aquários produzem.

Qual delas é a melhor?

Ambas tem vantagens e desvantagens, o perlon tem custo mais baixo, e é mais fácil de ser achado. A espuma é reutilizável, sendo ecologicamente mais correta, possui porosidade menor, possibilitando uma filtragem mais eficiente, como desvantagens, é muito mais cara, um pouco chata de limpar, demandando um certo tempo e não se encontra em qualquer lugar.

Química:

Retira substâncias químicas indesejadas da água, através de materiais absorventes ou adsorventes.

Basicamente são usados dois tipos de material: carvão ativado e resinas sintéticas.

Carvão Ativado: É produzido submetendo-se material vegetal (o melhor é casca de coco) a altas temperaturas e pressão, isso elimina a matéria orgânica e mantém apenas o carbono e a estrutura porosa que esse material vegetal tinha antes, é um elemento absorvente, as substâncias que queremos retirar do aquário ficam presas em seus poros com a passagem da água, exatamente por essa retenção, o carvão satura com o tempo e já não pode mais realizar sua função, devendo ser trocado geralmente a cada mês.

Já vi muita coisa sobre regeneração de carvão, sobre colocar no forno, deixar de molho em água fervendo, mas, nenhum deles realmente funciona, existem processos industriais que podem regenerar carvão, todos eles envolvem o uso de vapor a 140º e aplicação de pressão, ou seja, para aquários essa economia não vale a pena.

O carvão em aquários é excelente para a remoção de ácidos húmicos, que são responsáveis pela cor amarela da água, além de várias toxinas que são produzidas no aquário. O ideal é que seja usado em conjunto com as resinas.

Resinas Sintéticas: São materiais adsorventes, as impurezas são retidas na superfície da resina.
Existem muitas marcas e tipos de resinas no mercado, a mais popular é o Purigen, uma resina que tem atração por compostos nitrogenados (amônia, nitrito e nitrato), a grande vantagem dessas resinas é que, em sua maioria, podem ser regeneradas e usadas por um período maior de tempo.
Sua posição no sistema deve ser logo após a parte mecânica, no caso do carvão, e no final do sistema, depois das mídias biológicas, mas também podem ser colocas depois do carvão, isso apenas vai causar a sua saturação mais rápido.

Agora a parte mais importante, aquilo que realmente mantém nossos peixes vivos...

Filtragem biológica:

É feita através da ação de bactérias, elas se alimentam de substâncias que são nocivas aos peixes, nós cultivamos esses micro-organismos em nossos filtros, fornecendo substrato, uma casa para que essas bactérias cresçam e façam seu trabalho.

Via de regra as bactérias preferem vivem em lugares escuros, então seja qual for o sistema de filtragem escolhido, ele será mais eficiente se mantido ao abrigo da luz.

A filtragem biológica deve ser a base e principal tipo de filtragem em qualquer aquário jumbo, a quantidade de mídia usada vai depender da quantidade de peixes e de seu tamanho.

Independentemente de qual tipo ou marca de mídia será escolhido, é preciso prestar atenção em alguns fatores para que haja um bom crescimento bacteriano e consequente eficácia na filtragem, são eles a quantidade de oxigênio disponível e o pH.

A importância do oxigênio acho que não preciso dizer muita coisa, mas o pH é um fator muito importante e que poucos aquaristas conhecem.

Todas as bactérias benéficas se desenvolvem melhor em pH alcalino, entre 7,3 e 8, abaixo de 6,2 as bactérias entram em letargia ou morrem, ou seja, a atividade de toda a parte biológica quase para. Por isso que em aquários com pH muito baixo a quantidade de amônia é altíssima, não importa o quanto de mídia ele tenha, ela está vazia de vida.

Mas é verdade que a amônia tóxica (NH3) se transforma em amônio (NH4 que não é tóxico) em pH baixo, isso pode levar algumas pessoas a pensar que um aqua com pH 6 é melhor que um a 7, porque assim não terá que se preocupar com filtragem ou amônia, poderia ter o aqua sem mídia mesmo. Isso é um erro, com esse pH não existe quase atividade bacteriana, o amônio realmente não é tóxico mas, o nitrito continua sendo em qualquer pH e ele vai se acumulando e atinge altos níveis, além disso o pH baixo demais causa danos fisiológicos progressivos em muitos peixes que não estão adaptados a isso.

Mas então o que fazer no caso de uma bobeada com o pH?

Vamos lá, você se descuidou e seu pH foi a 5.

A primeira coisa a fazer é ignorar o teste de amônia, ele vai ficar preto mesmo, não entre em desespero. Você não pode subir de uma vez o pH, além de correr o risco de transformar o amônio em amônia tóxica, seu filtro estará quase sem vida e isso vai precisar de algum tempo para se resolver, isso sem mencionar o choque de pH em si.

Suba 0,2 por dia, faça isso até chegar em 6,2, nesse momento mantenha esse pH por, pelo menos, uma semana, depois passe pra 6,4 e mantenha mais uma semana, passe para 6,6 e adicione acelerador de biologia nesse momento.

Para jumbos considero ideal uma faixa de pH entre 6,7 e 7, entre esses valores você vai poder manter praticamente qualquer peixe, com exceção dos ciclídeos de lagos africanos, e vai ter uma boa biologia no filtro.

Em tudo que existem no aquário e tem umidade suficiente há o crescimento dessas bactérias benéficas, mas existem materiais criados especialmente para esse fim, eles foram desenvolvidos para sistemas específicos e sua eficiência está diretamente ligada ao seu uso correto, são eles:

Bio Ball: Bolas feitas em plástico, elas foram criadas para o sistema dry wet, funcionam apenas se estiverem emersos, ou seja, fora dágua num sistema de chuveiro, hoje em dia são pouco usados e podem ser substituídos por outros materiais mais baratos sem problemas, como bobs de cabelo cortados ao meio, conduíte elétrico cortado em pedaços de 1 cm ou mesmo sacos de cebola dobrados.
Seu princípio de funcionamento é simples, por ficarem em contado com o ar, eles recebem uma quantidade maior de oxigênio e isso favorece o crescimento bacteriano em sua superfície, são poucos os filtros ainda hoje que usam esse tipo de filtragem "seca", talvez por falta de informação, uma vez que é um sistema de alta eficiência

Mídias “Cerâmicas”: Estou dando esse nome apenas a mídias submersas diversas para simplificar, a maioria possui formato tubular, são porosas, o que proporciona uma maior superfície de fixação, no início aqui no Brasil se usava cacos de telhas de barro, que também são porosas, depois com a abertura das importações tivemos acesso a novos materiais mais eficientes, primeiro cerâmica propriamente dita e depois as novas e, extremamente porosas, mídias de vidro sintetizado e quartzo, que são muito porosas e praticamente são responsáveis pela viabilidade de sistemas de lotação.

Hoje temos no mercado várias marcas de mídias, lá fora então as possibilidades são imensas, tantas que fica até difícil se manter atualizado, mais difícil ainda dizer qual delas é a melhor. Pelo que tenho lido, a que é tida como mais eficiente é a Biohome, uma mídia na forma de peletes que tem poros maiores, não encontrei muita coisa aqui sobre ela, não sei se já chegou no país.

O grande diferencial desse tipo de mídia de vidro sintetizado é que, além de propiciar o desenvolvimento de bactérias aeróbicas, que transformam detritos em amônia, amônia em nitrito e nitrito em nitrato, como possuem enorme porosidade, criam um ambiente anaeróbico, ou seja, sem oxigênio, onde se desenvolvem as bactérias que transformam o nitrato em nitrogênio livre, fechando assim o ciclo e ajudando a manter essa substância em níveis mais baixos.

No mercado nacional vejo algumas marcas mais populares, as melhores, na minha opinião, são a SIPORAX e MATRIX, logo depois temos a popular ISTA, com preços muito mais baixo.
Qual eu uso? ISTA, por uma razão simples, seu preço, 5 a 6 vezes menor que o SIPORAX. Sempre que se entra nesse assunto, a relação custo x benefício das mídias, nunca se chega a um consenso, não existe um teste idôneo comparando todas as marcas, utilizando metodologia científica para analisar os resultados. Tudo o que se tem são testes dos próprios fabricantes ou experimentos que não comprovam nada. Aqui eu tenho pouco mais de 100 litros de ISTA rodando num aqua lotado há praticamente dois anos e meio, os peixes estão crescendo e os parâmetros se mantém estáveis.

Devido a enorme variedade que existe hoje no mercado, seu preço e tempo necessário para testar devidamente cada uma, não tenho como opinar sobre outras marcas, essas 3 são conhecidas e tem sua eficiência comprovada.

Então, via de regra, se você tem pouco espaço para mídia, use SIPORAX ou MATRIX sem dúvida.

Se você tem grana o bastante para preencher todo o espaço de seu filtro com elas, melhor ainda.

Agora, se não, vá de ISTA mesmo que o resultado não é ruim.

Mídias fluidizadas: Foram criadas para o sistema conhecido como “moving bed”, podem ser sintéticas ou naturais, as naturais são conhecidas como areia de filtro, nada mais que grãos de areia de origem sílica. As sintéticas possuem várias formas e tamanhos, a mais famosa é a K1, normalmente são feitas em plástico e pouco conhecidas no mercado brasileiro.
Sistemas:

Sistema plantado: Como o nome já indica, é feito utilizando plantas, no caso, plantas flutuantes. Por que? Por estarem com as folhas fora dágua, retiram o CO² de que precisam do ar e não da água, coisa que seria um grande problema se fosse utilizada uma planta submersa.

Em especial o aguapé (Eichhornia crassipes) possui grande capacidade de limpar águas poluídas, sendo usado inclusive em estações de tratamento de esgoto.

É o sistema mais simples e barato que existe, basta canalizar a água que sai do aquário para um lago externo onde ficam as plantas, direto sem passar por qualquer processo, no lado oposto do tanque é feita a captação para o retorno ao aquário, nessa parte é necessária colocação de filtragem mecânica para retirar os restos de plantas que podem entupir a bomba e também carvão ativado.
A manutenção se restringe a trocar ou limpar essa parte mecânica e ir fazendo a retirada do excesso de plantas, para que elas sempre tenham espaço para se reproduzir e crescer, retirando mais material da água.

Esse seria o meu sistema aqui em casa se não fosse sua grande desvantagem, como o aguapé precisa de muita luz, fica praticamente impossível manter esse sistema em local fechado, ela precisa de sol pleno, aqui na região sudeste fica impossível manter a temperatura do aquário com um lago externo no inverno, mas é uma ótima opção para as regiões centro-oeste, norte e nordeste do Brasil.

Existem alguns sistemas que são utilizados de acordo com o tipo de aquário, podem ser conjugados, tornando a filtragem ainda mais eficiente.

Moving Bed: Sistema pouco explorado no Brasil, aqui o modelo mais conhecido é o filtro de areia, basicamente esse sistema consiste em fluidizar a mídia onde as bactérias vão se fixar.

O que isso faz?

Com a movimentação constante da água, existe uma enorme oferta de oxigênio para as bactérias, que logo colonizam toda a superfície disponível na mídia, ai vem a grande sacada desse sistema, se a mídia ficasse estática, sem movimento, essa colônia de bactérias não cresceria mais, com isso sua eficiência seria limitada pois são necessários menos nutrientes para se manter que para se reproduzir, com a movimentação da água, as mídias acabam colidindo umas com as outras, fazendo com que parte dessas bactérias se desprenda e abrindo espaço para o crescimento da colônia.

Esse sistema é muito eficiente para a transformação da amônia em nitrito e nitrito em nitrato, mas se limita a isso, portanto não deve ser o único sistema do aquário e sim um anexo em complemento a outros.

A eficiência desse sistema é muito maior em aquários marinhos, onde essas bactérias que se desprendem da mídia são retiradas do aquário pelo skimmer. Também é muito utilizado em sistemas de lagos por causa de não estupir com facilidade.



Filtros internos:


Filtro de esponja: Pode ser ligado a uma bomba submersa ou compressor de ar, possui uma esponja porosa que serve tanto para reter partículas da água como também possibilita a colonização por bactérias aeróbicas, devido a saturação da esponja pelos detritos, necessita de manutenção regular, semanal ou mais frequente, com isso não consegue manter uma colônia de bactérias saudável por muito tempo, é um sistema auxiliar de outros já existentes, muito usados em aquários com peixes para venda.

Filtro de bactérias modular: Esse filtro foi uma grande evolução para a aquariofilia quando foi lançado e ainda hoje é usado em muitos aquários por ai. Pela primeira vez no Brasil se tinha um filtro completo, que reunia todos os 3 tipos de filtragem, por um bom preço, tornando-o acessível para a grande maioria dos aquaristas.

Por ser modular, permite uma customização personalizada, podendo ser adequado a qualquer tipo de aquário ou função. Infelizmente sua eficácia em aquários de jumbo acaba sendo limitada por seu tamanho, inviável para aquários lotados pois exigiria alta manutenção. Outro inconveniente é que ocupa um espaço razoável dentro do aquário, não sendo algo esteticamente agradável, mas uma ótima opção para aquários de engorda ou de até 250 litros.

Filtros externos:


Filtro hang on: Ficam pendurados na parte traseira do aquário, normalmente escondidos, apenas com o cano de coleta da água a mostra. Possuem capacidade muito limitada de filtragem, foram criados para aquários pequenos ou com fauna reduzida, podem ser usados para jumbos médios desde que se aumente a capacidade deles com a adição de mídias de alta performance.

Canister: Um sistema silencioso, ótimo então para aquários localizados em lugares onde o som de água caindo poderia causar incomodo, em quartos ou com pessoas com baixa tolerância a ruídos. Podem ser dimensionados para atender a praticamente qualquer tamanho de aquário, reúne todos os tipos de filtragem e também é modulado, pode ser preenchido da forma que for mais conveniente, caso a caso.

Em sistemas lotados pode não ser a melhor escolha, devido a limitação de espaço satura com mais rapidez e precisa de maior manutenção, por causa dessa limitação de espaço, recomento a utilização de mídias de alto desempenho, SIPORAX, MATRIX ou similares.

Tem como desvantagens seu preço, muito mais alto que o de outros sistemas, geralmente fica em um nível inferior em relação ao aquário, por conta disso e de ser um sistema que precisa estar bem vedado, em caso de vazamento pode alagar a casa, por fim, possui peças que se desgastam com o tempo e se não for possível achar peças de reposição par o modelo escolhido, o filtro todo estará perdido.

Dry Wet: A grande evolução na filtragem, o dry wet é o sistema que deu origem aos sumps que a maioria dos aquaristas usa hoje, os sistemas são muito parecidos, originalmente foi criado para ser lateral ou ficar na traseira do aquário, como um sexto vidro, é composto por uma parte conde ocorre a filtragem mecânica, essa parte fica acima do nível da água do resto do filtro, a água após passar, cai por gotejamento para a primeira parte da filtragem biológica, a chamada parte "seca", para essa função foi criado uma mídia específica, os bio balls, essa parte é extremamente eficiente na parte aeróbica da filtragem, degradando amônia em nitrito e nitrito em nitrato, depois a água seguia para a parte "molhada", onde fica a mídia cerâmica que termina o serviço, após isso a água é devolvida para o aquário por uma bomba submersa.

Curiosidade: No início desse sistema, não existiam ainda as mídias de vidro sintetizado, que favorecem o desenvolvimento de uma fauna anaeróbica para transformar nitrato em nitrogênio, uma solução encontrada para os aquaristas para isso foi deixar um saco com carvão ativado já usado em um ponto com menos circulação de água, no interior desse material se formava um ambiente propício para essas bactérias e reduzia um pouco o problema com os nitratos.

Sump: A evolução do sistema dry wet, é um sistema que tem que ser montado, geralmente é feito em vidro e é o responsável pela popularização do aquarismo em especial do aquarismo jumbo, pode ser feito de qualquer tamanho e formato, permite aquários mais lotados pois pode ser feito já pensando em um dimensionamento da filtragem para esse fim.

Existem infinitas possibilidades de desenho para esse sistema, o mais básico possui 3 compartimentos, um para a filtragem mecânica e química, um para a biológica e outro para a bomba de retorno. Considero o ideal com pelo menos 5 compartimentos, com uma câmara pequena e vazia, para decantação de alguma partícula de sujeira que possa passar pela parte mecânica, evitando assim o entupimento das mídias.

Geralmente são colocados na parte inferior do aquário, quando possível escondido dentro do móvel.

O ideal é que tenha a capacidade de pelo menos 20% do aquário, mas pode ser maior, na verdade, quanto maior vc puder fazer o sump, melhor será, pois, além da filtragem em si, ele aumenta o volume total do sistema, melhorando a qualidade da água.

Por sua estrutura, permite o fácil acoplamento de vários outros sistemas de filtragem e ainda pode ser usado como engorda para peixes pequenos.

Tanto o sistema Dry Wet quanto o Sump, precisam de manutenção com a troca ou limpeza da parte mecânica, regeneração ou troca da parte química e a cada oito meses a um ano, a limpeza das mídias biológicas, utilizando a própria água do aquário, em uma TPA por exemplo.

Para facilitar esse processo de limpeza das mídias, é interessante que elas sejam colocadas em sacos, como esses de laranja, de material sintético para que não apodreça e que permita uma boa circulação de água.

Vocês devem ter percebido que não citei aqui as mantas removedoras nem produtos mágicos que retiram amônia ou mesmo a famosa areia de gato. Isso porque todos esses materiais são paliativos, só devem ser utilizados em casos extremos e mesmo assim por pouco tempo, devemos ter uma filtragem eficiente e nunca depender de produtos químicos para fazer aquilo que é função da parte biológica, depender desses produtos é um erro que pode custar muito caro, por exemplo, se por um acaso eles esgotarem na loja e você não conseguir comprar mais, da noite pro dia, seus parâmetros vão pro vinagre e você perde todo seu aquário.

Filtro UV também não será tratado agora pois tecnicamente o UV não é um filtro, é um aparelho para esterilização de água ou eliminação de algas verdes.


Renato Moterani
Esse texto é de autoria de Renato Moterani. Publicado com sua permissão.
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3 comentários :

  1. Iae brother muito top seu blog parabéns mesmo, eu tenho um blog também de aquarismo se quiser fechar parceria Tamo junto

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  2. Muito bom. Tenho uma curiosidade: se eu colocar um saquinho de mídias novas, junto com mídias já colonizadas, em quanto tempo as mídias novas estarão colonizadas também?

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    1. Pouco tempo, mas depende de vários fatores: PH, temperatura, oxigenação e amônia.

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